NOTA DO CRÍTICO
Pouco mais de dois anos após o anúncio de Pawns & Kings, seu então novo álbum de inéditas, o Alter Bridge retoma os holofotes para si com o lançamento do álbum autointitulado. Se configurando como o oitavo disco de estúdio do grupo nascido na Flórida, Alter Bridge conta com uma sequência de faixas de 12 faixas e segue reforçando a parceria com o produtor Michael “Elvis” Baskette.
Tal como se estivesse surgindo dos confins da escuridão com seus rugidos ásperos e cavernosos, as guitarras surgem com um vislumbre que manipula o ouvinte em razão de sua carapuça amaciada. Sem esconder o cinismo ou mesmo seu perfil ardiloso, elas, em sua forma uníssona, dão passagem para que bateria de Scott Phillips e baixo de Brian Marshall entrem, juntos, moldando um ecossistema de insinuações graves e impulsivas. Quando isso acontece, a tensão e a densidade tomam conta do ecossistema de uma forma abrupta, prendendo a atenção do ouvinte e o mantendo refém de um ecossistema de nuances abissais. Assumindo um sabor azedo em meio ao seu toque bruto conforme se encaminham ao primeiro verso, as guitarras vão acompanhando o despertar do enredo lírico como sentinelas de nuances mórbidas. Myles Kennedy, a partir daí, insere seu timbre aveludado de forma a explorar, nele, interferências de um azedume que contribui para uma espécie de caos preludiante. Combinando toques de agonia e desespero em uma pose lexicalmente amorfinante, o cantor encapsula as brisas de loucura ocasionadas pelas altas doses de medo e insegurança transpassadas pela obra, que, cada vez mais, evolui e desenvolve suas silhuetas graves. Ganhando contornos fantasmagóricos, umbralinos e curiosamente trevosos, Silent Divide explode em um refrão em que a guitarra de Mark Tremonti reproduz uma sonoridade cuja identidade muito rememora aquela estética vivenciada pelo grupo na era Walk The Sky. Precisa, densa e bruta, a canção, em meio a essa paisagem obscura, a canção parece um recado direto aos líderes de Estado. Na verdade, quando se trata de mentira, manipulação e torpor mental, o alerta de consciência serve para campos que vão muito além da política. Pode tangenciar, também, o aspecto religioso, o cultural. A verdade é o único fator determinante que afugenta, amedronta e machuca o ego daqueles que pensam ter o controle.
O sombrio continua regendo a experiência sensorial do ouvinte conforme a introdução passa a ser regida por punchs uníssonos cheios de densidade em razão de certo protagonismo do baixo em meio à dupla de guitarras. Fornecendo uma melodia um tanto azeda e de nuances completamente obscuras a ponto de soarem temerosas, aterrorizantes, a canção vai tomando corpo com uma bateria agora suja e enraizada no uso de bumbos duplos para dar mais peso e precisão ao escopo sonoro. O interessante, aqui, é perceber que, quanto mais amadurece, mais drástica a obra vai se tornando. Isso acontece, principalmente, pelo tom de desesperança encrustado nas palavras pronunciadas por Kennedy, as quais vão tomando fôlego e motivo de ser conforme o ambiente rítmico-melódico vai adquirindo para si um andamento levemente sincopado. Com direito a um refrão de veia dramática e faixa lírica melodiosa, Rule The Day é uma obra em que o grupo fornece uma mensagem não somente de resiliência, mas de autoconfiança, autoamor. Como uma faixa que destaca a fraqueza e a vulnerabilidade humana, a obra é como uma aula de como se manter determinado mesmo quando a vida tem e faz de tudo para te levar para baixo.
Assim que o china é ricocheteado a pondo de produzir seu som estridente padrão, a canção mergulha em uma introdução que, apesar de ser regida por um compasso rítmico em mid-tempo, expõe drama, melancolia e um toque pegajoso capaz de prenunciar o caos. Com uma interpretação lírica mais entregue e viva, Kennedy dá à composição toques de imediatismo e urgência que, invariavelmente, chamam o ouvinte à ação. Não é de se espantar que o refrão adquira sobrevoos harmônicos que dão ainda mais peso à conotação motivacional que visa incentivar um voto de confiança à vida. E é justamente isso que Power Down fornece ao espectador: um lembrete da importância do agora, do viver o presente de maneira real. Um rechaço à rotina extensa de trabalho que simplesmente tem a capacidade de apagar a beleza das pequenas coisas e fortalecer a postura do indivíduo como meras máquinas do sistema.
Por mais quue a guitarra que se une à bateria na construção da sonoridade introdutória tenha um ar de balada, sua base distorcida simplesmente funciona como um alicerce, uma espécie de apoio à guitarra solo que, tal como aconteceu nas canções anteriores, se pronuncia com uma postura triste, lacrimal, melancólica e contorcionista em razão de uma dor emocional instancável. Ao entrar no primeiro verso, a obra acaa adotando uma sonoridade que lhe permite evidenciar um ambiente trevoso e lexicalmente perigoso. Porém, conforme Kennedy vai garantindo um andamento lírico de conotações quase rappeadas pela forma como pronuncia as palavras, a faixa explode em um refrão que apresenta uma surpresa ao espectador. Nesse momento, Kennedy passa para a posição de backing vocal, deixando Tremonti vociferar, como vocal principal, uma harmonia lírica capaz de fornecer um tom de súplica, o que contamina, de imediato, a sensorialidade do ouvinte. Como uma obra que transpira posturas rechaçantes e questionadoras por parte dos cantores, Trust In Me carrega, na guitarra solo de performance que surge como um indivíduo perdido no ápice da loucura em razão de uma dor intensa, a sua maior representação sonora. Aqui, curiosamente, existe um apreço pela fé como a imagem de algo em que se apioiar para conseguir adquirir resiliência. É nesse sentido que a crença acaba se tornando uma espécie de coadjuvante onipresente no lirismo, pois quanto mais avança, mais sua imagem fica associada à força e à coragem para enfrentar os sentimentos de decepção e desgosto.
A guitarra entra em sua postura grave, assombrosa. Com um movimento de vaivém, o instrumento, junto ao chimbal seco, que logo evolui para um caminhar denso pelos tons da bateria, encapsula um comportamento corrosivo de nuances entorpecentes. Com o auxílio da linha lírica, que se desenvolve sob um formato sussurrante de tal forma que soa à espreita, mas não como um predador e, sim, como uma presa, o instrumental leva a canção para um momento de identidade que mistura o fantasmagórico e o agoniante de uma forma que beira a loucura, o ápice da esquizofrenia. Com direito a um refrão de estrutura melódica e de fácil degustação no que tange a sua conjuntura sonora, a canção entra em uma segnda metade em que, apesar de a guitarra solo ter certo protagonismo com sua agudez contorcionista, tem, no baixo, aquele elemento que desfila densidade e enaltece o seu caráter sombrio. A partir daí, Disregarded confere um enredo que apresenta um indivíduo renegado, ignorado, censurado. Quase como um ser imposto ao anonimato. Porém, a música dá ênfase à sua força, à sua negação ao vitimismo. À busca pelas razões de ser marginalizado sem se deixar levar pelas energias negativas daqueles que, por ventura, mentiram e o menosprezaram.
Pela forma como se anuncia, feroz em sua brutalidade grave, a canção se apresenta como a mais agressiva do álbum até o momento. Densa, sombria e beirando o cavernoso, a obra transita entre dissonâncias que criam certo grau de desconforto proposital no espectador, contribuindo para a sua paisagem crua e obscura. Surpreendentemente, não é Kennedy que o espectador ouve no primeiro sinal do nascimento do escopo lírico. Diferente de Trust In Me, em que assume o vocal principal no refrão, aqui Tremonti ocupa o referido posto desde o início, favorecendo uma alegria tanto à base de fãs do Tremonti quanto do próprio grupo. Combinando seu timbre afinado em um tom intermediário com o riff grave da guitarra, o guitarrista, curiosamente, fica responsável por dar vida não a mais uma composição intensa, corrosiva e bruta, mas, sim, a primeira balada oficial de Alter Bridge. Com direito a trechos em que a guitarra base assume uma postura melodiosa e equilibradamente adocicada, a canção desemboca em um refrão de textura macia e nostálgico-melancólica em que Kennedy se responsabiliza pelas harmonias vocais ao assumir o protagonismo nesse quesito durante o ápice sonoro-narrativo. Com esse formato, Tested And Able apresenta ao ouvinte uma bela mensagem de superação.
Usando o efeito fade in, a guitarra vai sendo introduzida de forma gradativa, ganhando paulatinamente mais força e mostrando sua identidade agressiva, dramática e, curiosamente, lacrimal no que tange o excesso de desespero. Expandindo esse caráter melodramático conforme ganha corpo e a bateria assume sua levada explosiva, ainda que, inicialmente, baseada em uma estrutura em 4x4, a canção mostra, com precisão, a interação e a sintonia das guitarras na ânsia de construir uma camada consistente de melodia, enquanto o grave e o áspero ganham um curioso contorno dançante. Dando mais vazão ao ocre de seu timbre, Kennedy vai levando o ouvinte entre torpores e lucidez, motivados, exclusivamente, pela linearidade harmônico-rítmico-melódica que se instaura na obra durante os versos de ar. Durante o pré-refrão, enquanto a guitarra uge com seu riff azedo e levemente trepidante, o ouvinte é colocado em um estado de personagem onipresente dá canção até o momento em que o refrão se apresenta sob uma paisagem imediatista, urgente e, inclusive, dramática. Sorrateira, mas mantendo certo grau de agressividade, What Lies Within traz o Alter Bridge, assim como em Silent Divide, oferecendo um diálogo que coloca a mentira como parte de sua proposta. É verdade que existem momentos em que a obra parece colocar o foco perante a necessidade de superação dos sofrimentos, das dores e de um passado desgostoso, mas é algo incontestável que a manipulação, a verdadeira identidade, agressiva e grosseira, escondida sob uma pele delicada, é o seu verdadeiro coração dialético.
A maneira com que a guitarra se movimenta, macia, serena, aromática e com um adorável toque de ternura, muito rememora aquela mesma paisagem sônica delicada que serve como introdução de Watch Over You, single do grupo. Doce e capaz de arrancar lágrimas do ouvinte em razão de sua natureza melodiosa tocante, tal amanhecer desemboca em um primeiro verso em que Kennedy reassume seu posto nos vocais e se apresenta com um timbre puxado para o grave e azedo, ainda que exposto de maneira serena. Aromática e encantadoramente introspectiva, a canção chama a atenção por beber de uma energia melancólica sem ser, necessariamente, dramática. Enquanto transpira curiosos aromas folks, Hung By A Thread é uma balada em que o Alter Bridge, uma vez mais, explora um lado mais sentimental e motivacional. Exaltando, novamente, a resiliência e a força interior, a faixa convida o ouvinte a transformar a lágrima em combustível, a bondade em proteção e a decepção em coragem. Um homem bom nunca é vencido pelo desprezo.
O sinistro se anuncia. Como uma figura onipresente que fareja e observa à espreita a sua presa, esse detalhe se apresenta de forma viva durante a introdução. Pautada apenas em poucos dedilhares produzidos por somente uma das guitarras, o som agudo que dela transpira ecoa no ambiente como uma alma perdida. Enquanto ele paira sem rumo, um toque agudo toma certo corpo a partir do sintetizador, tornando o ecossistema ainda mais intrigante. Entre a névoa e uma luz natural que tenta a todo o custo romper a escuridão, o temor reina e domina todos os espíritos presos em suas próprias inseguranças. Quando a bateria entra em cena, é como se um caminho fosse anunciado. Com seus pulsos iniciais regidos por um chimbal amaciado e sequencial, o instrumento insere vislumbres rítmicos que dão precisão à obra. Posteriormente agraciada pelo trovão bojudo do baixo inserindo boas notas de densidade e a presença de uma voz inicialmente de teor azedo, a canção evolui para um cenário em que seu instrumental se mostra pulsante e trotante, mas não necessariamente agressivo. É aí que, juntamente à assumição do veludo no tom adotado por Kennedy, a canção assume uma estética que, curiosamente, chega a rememorar a totalidade sônica presente em Tomorrow, single em conjunto entre Stone Temple Pilots e Chester Bennington. Ainda assim, o tom levemente sombrio não se dissipa, o que auxilia no processo de o contexto narrativo atingir um tom fabulesco não apenas de rechaço, mas de lamentação, de decepção. Ao abordar a falsidade, o grupo trata da nostalgia de épocas mais simples enquanto traz o tempo como uma espécie de tritagonista. Entre reflexão e temor, Scales Are Falling destaca, uma vez mais, a postura sócio-crítica do grupo.
Ela já começa explosiva. Uma espécie de pulsos melodramáticos que se projetam com uma sonoridade azeda, rascante e de nuances sombrias. Entre um leve trepidar obtido pelo ressoar do chimbal aberto e dos punchs propositadamente duros efetuados pela bateria como forma de angariar mais peso e pressão ao escopo rítmico-melódico, a canção vai de momentos explosivos a uma espécie de linearidade entorpecente que se destaca pela postura agoniante assumida pela interpretação lírica. Na mesma linha harmônica do instrumental, Kennedy entra em uma sequência de frases de ordem, mas propositadamente fadadas a serem recebidas como espécie de conselhos motivacionais de silhuetas urgentes. De pré-refrão dramático com direito a uma subcamada uivante incentivada pelo backing vocal, Playing Aces desfruta de momentos melodiosos que levam o ouvinte a vislumbrar um horizonte ensolarado em meio às camadas densas de nuvem que assolam seu ecossistema. A partir dessa paisagem sônica, a canção parece fazer uma ligação temática com Pawns & Kings, single de autoria também do Alter Bridge. Afinal, enquanto trata de resiliência, determinação e perseverança, Playing Aces se usa de termos alusivos ao jogo de xadrez, destacando, inclusive, um senso pulsante de estratégia na vida cotidiana.
Dissonâncias, distorções graves e uma bateria explosiva. O que se tem na introdução não é, necessariamente, o caos, mas reforça uma espécie de agonia atordoante que, nesse ponto, se apresenta como uma importante marca de Alter Bridge. Agraciada por um bumbo denso e preciso, o que lhe garante boas doses de precisão à sua sonoridade, a canção combina instantes em que a interpretação lírica assumida por Kennedy beira uma espécie de súplica misturada com um toque de incredulidade. Com ares de uma curiosa lamentação, What Are You Waiting For explode em um refrão questionador que traz consigo toda a identidade da presente faixa, que se aventura a ilustração da personalidade dúbia do homem: o predador e a presa. Brincando, portanto, com as dicotomias entre o abusador e o abusado, bem como o submisso e o dominante, a faixa enaltece a ideia de que o poder, na verdade, está nas mãos de quem enxerga a fraqueza mesmo quando ela é ofuscada por uma imagem viril.
Existe uma espécie de suspense intrigante na forma como a guitarra sonoriza a introdução ao lado do nascimento lírico. Se construindo perante uma aparente cenografia intimista, a canção acaba promovendo uma evolução singela em que guitarra e voz esboçam um único sentimento: a calma. Contudo, é interessante perceber que a forma com que Myles dá vida ao enredo lírico mostra uma necessidade de ser tomado pela calma ao passo em que demonstra um conflito interior que parece impedir essa sintonia sensorial. É por isso que a súplica é um detalhe comportamental que vai amadurecendo de forma gradativa, mas descaradamente marcante. Em seus mais de nove minutos de duração, Slave To Master leva o ouvinte a vivenciar a agonia em sua forma incandescente, o desespero em sua silhueta visceral e o medo em sua máxima crueza. Cheia de subdivisões, as quais vão do explosivo à calmaria com notável versatilidade, a faixa consegue introduzir o torpor de forma orgânica, o que suaviza o desconforto pelo senso de pura e arrepiante insegurança. Em uma atualidade universal na qual a tecnologia está evoluindo para algo cada vez mais viciante e manipulativo, Slave To Master explora essa realidade em que o escravo agora é mestre. Um mundo em que a tecnologia, antes dominada, agora domina o homem. É exatamente essa atmosfera de incertezas, receios e desconhecimento que rege todo o diálogo da faixa, convidando o ouvinte para uma reflexão sobre até que ponto a humanidade vai chegar em relação à necessidade do digital para viver.
Colocar o nome de um disco é um trabalho árduo. Ele tem que encapsular toda a energia, todas as mensagens lírica e subjetivas, bem como tudo aquilo que o viés instrumental faz sentir de forma direta e verbal. E colocar, em um disco, o mesmo nome do grupo ao qual pertence, tem um peso ainda maior, porque ele carrega uma história. Carrega desafios, suores, fracassos, vitórias. É como uma máquina do tempo em palavras que captura todo o processo evolutivo. Do nascimento à puberdade. E da puberdade à adultescência. Alter Bridge é um desses álbuns.
Ao receber o nome de um grupo que se formou na Flórida após momentos conturbados vividos por uma grande banda do fim dos anos 90 e início dos 2000, o disco traz consigo o resultado de uma evolução. Das canções pautadas em melodias harmônicas e radiofônicas de One Day Remains e Blackbird. Do sombrio conceitual ABIII. Da densidade de Fortress. Das belas uniões de harmonia e melodia de The Last Hero. Do maior emprego dos sintetizadores em Walk The Sky. Foi a partir de Pawns & Kings que o Alter Bridge enfim encontrou seu som de forma precisa. E Alter Bridge é a prova disso.
Canções metalizadas, densas, que carregam potência, consistência e precisão. Combinam sentimentalismo, crueza e introspecção. Diferente dos outros materiais, Alter Bridge é, em sua totalidade, um material de cunho motivacional, o que o torna um grande diferencial na discografia do grupo.
Pregando mensagens que incentivam a resiliência, a autoconfiança, a determinação e a superação, o disco soa como uma aula de como viver uma vida de forma saudável sem se deixar abater pela interferência externa vinda de outras pessoas. Da inveja, da raiva. Da competição entre o mais forte e o mais fraco, que aqui engloba, com maestria, até mesmo a épica Slave To Master. É um disco que, inclusive, se apoia na fé como alicerce para conquistar a força suficiente para se erguer e seguir adiante.
Nesse processo, que conta com uma sintetização histórica e a chegada à pura identidade sônica do grupo, se destaca a figura de Michael “Elvis” Baskette. Ao lado do Alter Bridge desde os idos de 2004, o produtor fez com que Alter Bridge encapsular toda a força, toda a potência e todo o sincronismo existente entre os integrantes. Destacando, portanto, não apenas a sintonia de Kennedy com Tremonti, mas a sinergia entre Philips, Marshall e os próprios Kennedy e Tremonti, o produtor alcançou um ponto em que encontrou, em definitivo a identidade da banda.
Ainda assim, é possível de se observar bastante similaridade estético-estrutural para com títulos como Walk The Sky e Pawns & Kings, Alter Bridge, em alguns momentos, faz o grupo parecer covers de si. Porém, o principal diferencial reside nas letras que adornam cada uma das 12 faixas. Sempre com um cunho positivista, mesmo soando denso e obscuro, o disco veio para ser uma âncora às dores do cotidiano.
Lançado em 09 de janeiro de 2026 via Napalm Records, Alter Bridge é o álbum em que o grupo que leva seu nome finalmente encontrou seu som. Sua identidade. Marcado por uma postura motivacional surpreendente, ele traz sensos de imediatismos que fazem com que o ouvinte reflita não apenas sobre seu próprio cotidiano, mas sobre as suas atitudes e suas estratégias de autodefesa.

