Kristii - vampire

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Tudo começa com o sintetizador. Uma sonoridade levemente pipocante, cuidadosamente aguda e suavemente ecoante paira pelo cenário fazendo com que ele seja capaz de transmitir uma sensibilidade profundamente atmosférica ao espectador. Com uma serenidade introspectiva sedutora, a faixa surpreende por, logo no segundo instante introdutório, que rapidamente flui para o primeiro verso, começar a flertar e misturar elementos rítmicos do afrobeat em sua estrutura.


Mantendo a delicadeza estrutural, mas explorando a sensualidade no que tange ao seu contexto estético, a faixa passa a ser respaldada por uma boa dose de frescor e saliência por meio dos riffs suavemente trotantes expressos pela guitarra. É nesse ínterim que, inclusive, o ouvinte tem acesso ao despertar do enredo lírico. Vivenciado por uma voz feminina de caráter firme e de toques suavemente nasais, ele, no comando de Kristii e sua interpretação verbal sedutora, assume uma postura viciante e hipnótica mesmo sendo pronunciado com certa linearidade harmônica.


Destacando a sua natureza singela com suaves traços de um frescor sincopado, a faixa explode em um refrão de essência provocante e estruturalmente minimalista. Além de amadurecer o afrobeat como a base de seu escopo rítmico, ele expõe, com boa transparência, o soul como sua escola sensório-lírica e o pop como influência estilística. 


Produzida e mixada por PK, vampire, a partir dessa interessante mescla de afrobeat, pop e soul, traz consigo um enredo lírico que mistura conotações libidinosas em meio a uma ambientação noturna cheia de sensualidade. Invariavelmente, contudo, a faixa aborda o romance, a provocação, o contato corpo a corpo e a arte da conquista. Com sua energia veranista, a composição trata, simplesmente, da ardência da paixão.

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Sobre o crítico musical

Diego Pinheiro

Quase que despretensiosamente, começou a escrever críticas sobre músicas. 


Apaixonado e estudioso do Rock, transita pelos diversos gêneros musicais com muita versatilidade.


Requisitado por grandes gravadoras como Warner Music, Som Livre e Sony Music, Diego Pinheiro também iniciou carreira internacional escrevendo sobre bandas estrangeiras.