Jimi Fiano - Sweat And Pray

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É importante pontuar que, desde seu início imediato, a canção transpira uma consistência e uma maturidade sonoras incontestáveis. Com pulsos rítmicos firmes, uma guitarra de riff presente e transitante entre um frescor delicado e uma sensualidade ardentemente provocante, a faixa rapidamente encaminha o ouvinte para um terreno em que o blues impera e o hard rock governa. 


Com toques de cinismo em meio a inserções sonoras de caráter um tanto experimentais, a faixa chama a atenção, realmente, primeiro em virtude de sua conjuntura sonora precisa e saliente. Posteriormente, mas não menos importante, o timbre vocal que surge em cena dando vida ao enredo lírico acaba garantindo os holofotes por conta de sua natureza rouca, mas não desafinada.


De posse de Jimi Fiano, ela insere um toque de crueza no ambiente que salienta os sabores estético-estruturais libidinosos difundidos pela canção até então. Inclusive, no refrão eles alcançam uma leve elevação. Ainda assim, é justamente nesse recorte sonoro-narrativo que a canção vivencia a inclusão de um novo ingrediente.


No que tange o escopo lírico, durante o ápice da canção é o momento em que Fiano puxa sua extensão vocal e atinge tons de nuances souls, os quais, surpreendentemente, são respaldados por backing vocals femininos embasados nessa escola de canto. Proporcionando, assim, mais saliência e um toque de sentimentalismo visceral, as linhas verbais, além de fornecer certa pungência, também auxiliam na obtenção de uma singela brisa de crueza em Sweat And Pray, canção que, inclusive, se vale pelo equilibrado trabalho de mixagem.

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Sobre o crítico musical

Diego Pinheiro

Quase que despretensiosamente, começou a escrever críticas sobre músicas. 


Apaixonado e estudioso do Rock, transita pelos diversos gêneros musicais com muita versatilidade.


Requisitado por grandes gravadoras como Warner Music, Som Livre e Sony Music, Diego Pinheiro também iniciou carreira internacional escrevendo sobre bandas estrangeiras.